Parque Nacional Yosemite

>> quarta-feira, 28 de maio de 2014

É muito difícil para mim falar do Parque Nacional Yosemite. Fiquei tão deslumbrada com as belezas naturais de lá que não encontro palavras para descrevê-lo. O local me acolheu de maneira tão boa e serena, que fico emocionada ao pensar nele. Foi uma experiência celestial. Se você já teve sensações parecidas em algum lugar, sabe do que estou falando.

Enquanto percorríamos o Yosemite, tudo o que consegui sentir foi uma profunda humildade e gratidão a Deus por Sua maravilhosa obra. Quantos presentes Ele concede para a humanidade! E o Yosemite é um destes presentes. O parque tem 9.000 anos de história para nos contar. É natureza pura! Imagine!

Os americanos estão de parabéns pelo cuidado e conservação do Yosemite. É preservado, limpo e organizado. Também senti que o parque é muito amado por seu povo. Que lindo presenciar esse cuidado com um patrimônio realmente especial.

Por isso tudo, o Parque Nacional Yosemite está no topo da lista dos lugares mais lindos e românticos que já fui em toda a minha vida. E eu vou mostrar por quê.


A caminho do El Capitan

El Capitain







Bridalveil fall

Detalhe de Bridalveil fall

Paredão rochoso a caminho do Mirror Lake
Há muitas cachoeiras pelo Yosemite e, com a organização louvável dos americanos, é possível chegar às cachoeiras de carro, estacionar e andar pouquíssimos metros até a queda d’água. Os “trilheiros” não precisam desanimar: há muitas trilhas por entre os vales de pinheiros, inclusive para se chegar sobre as rochas das cachoeiras. Reparem na altura desta cachoeira, em comparação ao público.

Mirror Lake







Segundo o Wikipedia, o Yosemite tem 3.081km. Sim, é enorme. Só mesmo de carro para explorá-lo um pouquinho. Acho que levaria anos para conhecê-lo por completo. A propósito, é altamente recomendável ir de carro para conhecer o parque – principalmente se tiver pouco tempo. Não há com o que se preocupar: entre subidas e decidas, há estradas conservadíssimas e bem sinalizadas. Também há trilhas asfaltadas, como esta abaixo, a caminho do Mirror Lake.
Trilha a caminho de Mirror Lake - percorre-se a pé
Raízes de pinheiro - tronco caído

A propósito, foi nesta visita ao Yosemite National Park, que eu e o marido tocamos na neve pela primeira vez !!!!











Deve haver entradas diferentes circundando o Parque, dependendo da região em que se está na Califórnia. Nós entramos na região da cidade Oakhurst. O ingresso ao parque custa USD 20 por carro e tem validade de 7 dias. Compramos o ticket na própria guarita de entrada. Ao comprá-lo, o funcionário da guarita (vestido a caráter como o tiozinho da foto abaixo), nos deu também um jornalzinho e mapa, ambos do parque.





Passamos 2 dias por lá, cerca de 8h horas por dia. Parece muito tempo, mas não é. O Yosemite é enorme e lindíssimo, não se percebe o tempo passar. Durante o percurso nos deparamos com belíssimas paisagens. Seja na imensidão de um desfiladeiro ou um pequeno riacho. O Yosemite é soberano em sua natureza e tranquilidade.

Lá há ursos. Muitos. Não vimos nenhum pero que “los hay, los hay”. A propósito, aquele urso Smokey (do desenho), “mora lá”. A recomendação da administração do parque é não sociabilizar com os ursos. Em geral, eles têm medo do ser humano mas se perdem esse medo, tornam-se agressivos.

Não cruzamos com os ursos (graças a Deus!) mas encontramos outros bichinhos fofinhos! Sim... Vimos “bambis” na estrada – não deu tempo de tirar foto. E esse esquilo bem desinibido que chegou bem pertinho da gente.

Já fora do Yosemite, na cidade de Oakhurst - há uns 30 minutos da entrada do Parque - encontramos a Big Cedar Springs, loja de souvenirs de madeira, repleta de esculturas de ursos, outros bichos e objetos. Tudo muito fofo. Dentro da loja tinha ursinhos menores, que cabem na mala, consegui trazer um ursinho desses lá para casa.











Para os apaixonados pela natureza, o Parque Nacional Yosemite deve constar na lista de "lugares maravilhosos que tenho de conhecer". Como disse no início da postagem, o local que nos deixa “sem palavras”.

Beijos
Paula



Dicas importantes aos visitantes do Yosemite National Park:

* Encha o tanque antes de entrar no Parque Yosemite! Durante as 16 horas rodando por ele, não encontramos posto de gasolina. Roda-se muito por lá.

* Leve comida, água, suco... Nas regiões em que estivemos não havia restaurantes nem lojas de conveniência. Fomos prevenidos e fizemos paradas para lanchinhos. Há áreas para pic nic.

* Encontramos banheiros públicos. Dá para aliviar na hora do “aperto”. rs

* GPS ajuda mas é importantíssimo um bom senso de direção. O parque é enorme e o GPS pode fazer você rodar kilometros até chegar a um retorno registrado nele quando dar “meia volta” com o carro bastaria.

x.x.x

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Morning Glory - um suco

>> domingo, 18 de maio de 2014

Em um fim de tarde lá em San Francisco, caminhando pelo bairro "hippie" Haight-Ashbury, bateu a vontade de beber alguma coisinha. Entramos em um "café" bem bacaninha chamado People's Cafe. O que mais me chamou a atenção no cardápio foi o suco Morning Glory.


Este nome remete imediatamente ao meu seriado favorito, A Feiticeira, do qual até tenho a coleção completa. Morning Glory é o nome rua onde mora a Samantha e o James (Darrin).

Depois, ao ver a "mistureba" de ingredientes proposta neste suco do People's Cafe, só pensei comigo mesma "Isso dá certo?". Bem, vamos provar!


Ingredientes
1 banana nanica
1 maçã gala
1 laranja pêra
1 cenoura média
2 xícaras de água
2 colheres de sopa de açúcar

Material
Liquidificador

Modo de preparo
Descasque as frutas e a cenoura;  despreze os caroços e cabos;  pique tudo em  pedaços grandes;  coloque os pedaços no liquidificador junto com a água e o açúcar. Bata até ficar líquido. 

Está pronto! Sim, a "mistureba" dá certo! É possível perceber - ao mesmo tempo - o sabor da cenoura, da banana e da laranja. É bom! Não senti o sabor da maçã, mas acho que ela contribuiu para equilibrar todo o resto.

Dá para incrementar este suco acrescentando um pouquinho de gengibre ralado OU algumas folhas de hortelã. Ainda não tentei dar estes 'toques', mas acho que combina.

Beijos
Paula



Minha coleção d'A Feiticeira

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San Francisco em 4 dias

>> quarta-feira, 14 de maio de 2014



Quando optamos pelo roteiro de férias na costa oeste dos Estados Unidos soubemos – por unanimidade de quem já esteve por lá – de que 4 dias eram o mínimo para se curtir San Francisco. Então, reservamos este período de estadia e, de fato, foi o ideal para se conhecer com calma os principais pontos turísticos da cidade.

Durante toda nossa permanência em San Francisco utilizamos transporte público; que é muito bem estruturado. A cidade oferece linhas de ônibus, metrô, trem (bart) e bondinhos (cable car). Aluguel de veículo definitivamente não compensa para um casal fazendo turismo. 

A SFMTA (Agência Municipal de Transporte Público de San Francisco) oferece o “muni passport” também chamado “visitor day pass”. Trata-se de uma espécie de “bilhete único” que pode ser utilizado por 1, 3 ou até 7 dias. Você escolhe um desses períodos dependendo do tempo que for ficar na cidade. Em abril/2014, o “muni passport” para 7 dias custou USD 29/pessoa. Os preços atualizados estão aqui.

O “muni” dá direito a todos os transportes públicos exceto o bart (trem), mas isso não nos fez a menor diferença.

Adquirimos o “muni passport” no próprio aeroporto de San Francisco: no desembarque, bem pertinho das esteiras onde se retira a bagagem, há um guichê de informações turísticas onde vendem o “muni”. Basta pedir por “muni passport” ou “visitor day pass”. Aproveite para retirar mapinhas gratuitos sobre as atrações em San Francisco neste mesmo guichê. Há mapinhas em vários idiomas, inclusive em português!

Do aeroporto de San Francisco para o hotel, optamos por uma forma bem barata de transporte chamada “shuttle”. Trata-se de vans que pegam diversos passageiros e os deixam na porta dos hotéis. No nosso caso, fomos para a Union Square a USD19/pessoa.

Optamos por nos hospedar na região de Union Square, “centrão” de San Francisco. Localização excelente pelo fácil acesso a todos os transportes públicos e também por ser o polo de compras da cidade. Muito diferente do centro das cidades daqui do Brasil, o complexo de lojas da Union Square é composto por marcas como Channel, Louis Vouiton, Swaroviski, GAP... O blog Workaholic Fashionista tem uma excelente postagem sobre compras em San Francisco na Union Square. Veja -> aqui.

Foi nesta viagem, inclusive, que iniciei meu caso de amor com a 'Macy’s' e a 'Ross Dress for Less'. Duas ótimas lojas americanas, apesar dos diferentes propósitos: na Ross comprei itens para a casa e cozinha baratérrimos; e na Macy’s algumas peças de roupa.

Nos hospedamos no Hotel Fusion, próximo a restaurantes variados. Quando chegamos ao hotel, já passava da hora do almoço. Pedimos uma recomendação para a recepcionista de alimentação saudável. Ela nos indicou o restaurante japonês Dojima Ann. Excelente! Fiquei feliz em ter uma opção bem perto do hotel deste restaurante bom e barato.

Um outro restaurante que indico sem pestanejar é o Cheesecake Factory, que fica no 8º andar da Macy’s na Union Square. Você chega lá pensando que só vai comer cheesecake, mas o cardápio possui inúmeras sugestões para almoço, jantar e lanche; e também – claro - uma infinidade de tipos de cheesecakes. A decoração do local é linda e aconhegante. 

Ainda na Union Square, muito próximo ao hotel Fusion, havia uma Walgreen, que os americanos chamam de “pharmacy”. Traduzimos como ‘farmácia’ mas é muito além disso. Além de medicamentos, há produtos alimentícios como pães, iogurtes, queijos, frutas e também seção de papelaria, eletrônicos, lembrancinhas... É como um mini supermercado. Lá pudemos nos abastecer com alimentos mais saudáveis para complementar o nosso café da manhã. (O padrão do café da manhã dos hotéis americanos não é dos mais saudáveis.)

A propósito, recomendo o hotel Fusion para hospedagem! Apesar dos quartos serem pequenos, são bem planejados e limpíssimos. A ducha, por sinal, é ótima. Só há um porém: toma-se o café da manhã na cama! Funciona assim: no 5º andar há uma salinha com os itens para o café: copos, sachês de açúcar, queijos, frutas, etc.. Pega-se o que quer, coloca-se em uma bandeja e leva para o quarto. Como o quarto não tem mesa, sobra a cama como apoio. Veja só nosso “breakfast”. 

Café da manhã "na cama" do hotel Fusion

Para otimizar o tempo em San Francisco, é melhor conhecê-la por regiões. Fisherman’s Wharf foi a região visitada no primeiro dia. Para chegar até lá, aproveitamos este roteiro pronto do excelente blog Hotel Califórnia – um blog que fala sobre San Francisco e região, administrado por uma brasileira que mora lá.

Da Union Square, pegamos um bondinho até Fisherman’s Wharf. A propósito os bondinhos (cable cars) são “ícones de San Francisco que resistiram ao progresso”. Ainda servem como transporte público mas são a “sensação” entre os turistas, inclusive turistas americanos. As 2 únicas linhas dos bondinhos vão da Union Square até Fisherman’s Wharf.

Bondinho (cable car) de San Francisco

Turistas em fila, entrando no bondinho

Vista interior, do teto do bodinho

Instruções de segurança para utilizar o bondinho


No caminho para Fisherman’s Wharf, quando o motorista anunciou “Lombard Street”, descemos do bondinho para contemplar a rua mais íngreme dos Estados Unidos. 




Vista da Lombard Street

A Lombard Street é muito próxima de Fisherman’s Wharf; apesar disso, recomendo fortemente de não caminhar de um ponto ao outro a não ser que você esteja em excelente forma física (e olha lá). A proximidade é de poucos quarteirões mas a descida é muito íngreme. Nós fomos caminhando, descendo as “super” ladeiras e me arrependi no dia seguinte, quando o efeito da “maratona” apareceu com uma terrível dor em minhas pernas. Doíam tanto que tive de tomar anti-inflamatório!

Voltando ao Fisherman’s Wharf, trata-se de uma charmosa baía repleta de atrações turísticas. No século XIX era uma área com intensa atividade pesqueira comandada por pescadores italianos. Hoje, há restaurantes, barraquinhas com frutos do mar, museus e lojas. Uma área voltada para turismo.


Quando lá chegamos já era hora do almoço. Apesar das inúmeras barraquinhas oferecendo opções de frutos do mar em pratinhos e copos descartáveis, optamos por almoçar no Sabella and La Torre, um restaurante tradicional (desde 1927), com preços bem acessíveis e atendimento excelente.

Depois do almoço, partimos para a explorar os píers de Fisherman’s Wharf . O passeio mais famoso que tem lá é a visita à ilha de Alcatraz e seu extinto presídio. Soube que Al Capone ficou preso lá quando foi “pego” por sonegar impostos. Preferimos não fazer esse passeio; mas para quem tem interesse, recomenda-se reservar com antecedência.

Ilha de Alcatraz

O nosso primeiro passeio em Fisherman’s Wharf foi navegar de barco pela baía, através da companhia “Red and White Fleet”, que fica no píer 43 ½. O site deles, traduzido para o português, está neste link aqui. A companhia oferece várias opções de passeios e nós optamos pelo “Bridge 2 Bridge Cruise” que navega por baixo da linda ponte Golden Gate (sim, ela é enooorme), passa pela baía de San Francisco, contorna a ilha de Alcatraz e navega também sob a ponte Bay Bridge. O passeio dura 1h30 e oferece áudio em vários idiomas, inclusive em português. Devido ao áudio deste tour, pudemos conhecer a história de San Francisco.








Equipamento para o áudio tour, utilizado durante o passeio


Interior do barco, durante a navegação


Passando sob a ponte Golden Gate

Ainda em Fisherman’s Wharf, no Píer 45, há um submarino americano atracado para exposição: o Pampanito. “Este submarino serviu na Segunda Guerra Munidal e resistiu a diversas batalhas no Pacífico, afundando seis navios inimigos e danificando outros. O Pampanito também conseguiu resgatar 73 homens”. A excursão no interior do Pampanito nos levou à sala dos torpedos, cabines de comando, alojamento do oficial responsável, alojamento dos marinheiros, escritório, banheiro, cozinha,... Tudo muito funcional e ... apertado também.























Ao sair do submarino, nos deparamos com um enorme galpão emitindo melodias alegres. Curiosos, entramos nele. Trata-se do Musée Mécanique, um museu de fliperamas e máquinas acústicas muito, mas muito antigas que funcionam!!! Por isso, ouvimos música e barulhinhos durante toda a permanência no museu. É possível jogar ou ouvir música colocando moedas de 25 cents a 1 dólar nas máquinas.








Saindo do Musée Mécanique, caminhamos em direção ao píer 39. É o píer mais famoso de Fisherman’s Wharf que abriga lojas e restaurantes. Foi reformado em 1978 para parecer uma vila de pescadores. Lá estão focas e leões-marinhos ao ar livre. Observamos por bastante tempo esses bichinhos gorduchos e fofos que preguiçosamente tomavam sol.











Já em outro dia e outra região da cidade, visitamos o Golden Gate Park. Um parque público enorme. Sua história é bem interessante: na época em que foi criado, em 1870, só haviam dunas de areia se espalhando por 5 kilômetros. Hoje é uma obra-prima de projeto paisagístico. Para percorrê-lo é preciso muito tempo disponível – muito mais que um dia - e, sobretudo, disposição física. Não tínhamos nem uma nem outra coisa. (risos) Por isso, caminhamos apenas pela região do ‘de Young Museum’ – um museu de arte, e pelo Jardim Japonês. Tudo bem conservado, bonito e perfumado - aroma das folhas e flores, claro.



Japanese Tea Garden










Na saída do Golden Gate Park, altura da Cabrillo Street com 10th Avenue, pegamos um ônibus até o bairro chamado Haight-Ashbury, conhecido como bairro dos “hippies”. 

A rua Haight tem muitas lojas com fachadas divertidas e coloridas. Porém, apesar do conceito “hippie”, o contexto é – na verdade – bem capitalista! (risos) As lojas e restaurantes têm preços muito acima da média do que tínhamos visto até então.






Apesar disso, consegui fazer uma excelente aquisição de CDs na loja Amoeba Music. Lá encontrei CDs de Villa-Lobos com preços entre 6 e 9 dólares. Tive que trazê-los! Aqui no Brasil, o mínimo que pagaria por cada um seria R$ 30,00.  Vejam só que enorme é a Amoeba Music, especializada em CDs e LPs.




San Francisco tem muitas casinhas vitorianas, coladas umas às outras, sempre com 2 ou 3 andares, bem conservadas. Caminhando por lá, cruzamos com algumas fachadas bem charmosas e exóticas.








Finalizamos a estadia em San Francisco passeando naqueles ônibus de 2 andares para turistas, que lá chamam de ‘Big Bus’. O auge foi atravessar a Golden Gate! Esta ponte é o ‘cartão postal’ de San Francisco. Aparece em vários filmes americanos.





Foi uma emoção atravessar esta ponte no Big Bus... e  frio também! (risos) Fizemos questão de ir na parte de cima do ônibus, já que o dia estava ensolarado e fresco. Sendo a parte de cima totalmente aberta, sentimos um vento forte muito gelado quando atravessamos a ponte. Ventava tanto e tão frio!!!! Ainda assim, curtimos demais “estar” ali.
~.~

Despedimo-nos de San Francisco deslumbrados, mas mau sabíamos que a viagem estava apenas começando! De lá partimos em direção ao Yosemite National Park; mas eu conto mais sobre esse lindo parque nas próximas postagens.

Beijos 
Paula

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