Limonada cor de rosa

>> domingo, 28 de outubro de 2012

Pense numa fornalha fumegante! É esta a sensação térmica que tivemos aqui em São Paulo neste fim de semana. Para refrigerar os sentidos, abusei desta limonada cor de rosa. Extraída do livro Confeitaria Chic, de Peggy Porschen - renomada confeiteira inglesa - a limonada cor de rosa surpreende pelo sabor 'diferente' que a framboesa confere. Servida com bastante gelo, a limonada refrescou nosso paladar e alegra os corações.


Limonada rosa
do livro Confeitaria Chic de Peggy Porschen

100 ml de suco de limão siciliano (usei o Taiti)
100 gr de açucar refinado
500 ml de água
60   ml de suco de cramberry ou framboesa (use framboesa)
cubos de gelo
rodelas de limão para decorar

Colocar o suco de limão, a água e o açucar em uma panela.
Cozinha-los em fogo baixo, até os cristais de açucar estarem dissolvidos. Isso não leva mais que 1 minuto.
Tirar do fogo e deixar esfriar fora da geladeira.
Estando frio, preparar o suco da framboesa. Assim: amasse aproximadamente 10 framboesas em uma peneira, para separar as sementes da polpa. Adione um pouco de água à polpa até completar 60ml e  pronto.
Coe a limonada antes de adicionar o suco de framboesa nela.

Está pronta a limonada rosa!

Sirva com bastante gelo e decore com rodelas de limão.

~.~

Um grande beijo e tenham uma linda semana!
Paula


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A milenar arte da cerâmica de alta temperatura e a eterna arte de receber

>> sábado, 20 de outubro de 2012

Foi no ano passado, em visita à casa da Cerâmica Nakatani, que conheci a milenar e belíssima arte da cerâmica de alta temperatura.
Localizada na zona rural de Mogi das Cruzes, a pouco mais de 40 minutos da capital São Paulo, a casa fica literalmente no “meio do mato”.




Há profunda beleza espiritual em todo o contexto da visita, que começa com a chegada à estrada de terra no km 66 de Mogi, e se prolonga no encontro das bifurcações que definem o percurso e nos levam à entrada do terreno onde está o atelier. Uma pequena e estreita ladeira íngreme, repleta de altas árvores por todos os lados, nos leva ao término da viagem e à chegada na Casa da Cerâmica.
 

Tudo é mágico, silencioso e aconchegante. O atelier tem inúmeras criações da família Nakatani. De grandes vasos à miniaturas, de esculturas à utilitários; o encanto está na exclusividade de cada peça, feita manualmente pela família. Do vasto acervo que o atelier contém, cada elemento é uma obra de arte.

 
 
“(...) a confecção de uma peça, dependendo do tamanho, pode levar de dois dias a três meses. Somente o período de preparo da argila dura sete dias, entre mistura dos componentes, imersão na água e secagem até o ponto de manuseio. As peças são submetidas a temperaturas que chegam a 800º, na primeira queima, e a 1.300º, na segunda. Todo o processo é manual.” (Maria Regina Almeida, para Mogi News, em 06/agosto/2008)
 
 



"O fogo, a cinza e a fumaça são influências naturais sobre as peças e que acabam gerando efeitos interessantes e bonitos. A queima com o forno à lenha é sempre uma surpresa. Os ceramistas e aqueles que apreciam arte gostam desta surpresa. A cinza que se deposita sobre o esmalte, por exemplo, cria nuances e dá um efeito diferente", (Maria Regina Almeida, para Mogi News, em 06/agosto/2008)
 
Visualizei no atelier peças marcantes, inesperadas, assimétricas e de cores suaves, proporcionando sensações instigantes. 
 
A cerâmica utilitária incitou minha imaginação na procura de ocasiões especiais para seu uso.
 
Estar no atelier entre tons azuis, cinzas e violetas, e cercada por árvores, terra e canto dos pássaros, me remeteu a um sereno estado de contemplação.

A arte de receber

Outra arte com a qual fiquei encantada na visita à Casa da Cerâmica Nakatani foi uma arte eterna, e na minha opinião, muito difícil de se aprender - a arte de receber!
 
Chamo 'receber bem' de arte porque a receptividade, o carinho e a gentileza são elementos espontâneos e que vem da alma! A arte é saber demonstrá-los com sinceridade e equilibrio - ou seja, na "dose" certa.
 
Foi o que fez nossa anfitriã, Higussa, uma das filhas do casal Nakatani. Com delicadeza e carinho, a Higussa nos recebeu e contou para nós um pouco da história da cerâmica e da família. Também nos mostrou partes do atelier, por exemplo, os fornos onde a cerâmica é queimada e a área de criação das peças.
 
 
“As obras são resultados de um longo e meticuloso processo, que envolve duas queimas. A primeira, feita a 800º, chama-se biscoito e é importante para absorver toda a água da argila. A segunda, feita a 1.280º, é que dá o tom às peças. Para atingir as cores desejadas, a família Nakatani utiliza esmaltes feitos a partir de uma técnica japonesa.” (Barbara Barbosa, para Mogi News, 12/10/2008)

Além de nos introduzir neste maravilhoso universo da cerâmica de alta temperatura, a Higussa serviu chá, com bago de laranja açucarado e nos apresentou à Physalis.
 

 
Desta formidável visita a um canto sereno e agradável de Mogi das Cruzes, trouxe estas peças que dão um toque especial e bonito à decoração do meu lar.
 
 
 
 
Recomendo  à todos que querem sentir a bela integração da arte com a natureza, um passeio à Casa da Cerâmica Nakatani. A beleza do lugar, do atelier e a hospitalidade da família Nakatani fazem do passeio um momento inesquecível e feliz!
 
~.~
 
Beijos a todos e tenham um ótimo final de semana!
 
Paula

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Hamburguer caseiro

>> sábado, 13 de outubro de 2012


Pessoal, depois que aprendi a fazer este hambúrguer, não tenho mais coragem de comprar pronto no supermercado. O hambúrguer caseiro é tão simples de fazer que qualquer pessoa pode colocar a "mão na massa" sem erro nem culpa. É também tão mais saboroso, que não se pode comparar nem mesmo com as melhores marcas. Além disso, rende bastante e pode congelar! Como sobraram algumas unidades, levei-as ao freezer. Dias depois, os hambúrgueres foram direto do freezer para a frigideira. Mantiveram o sabor e frescor – como se os tivesse feito na hora.

Hamburguer caseiro

1 kg de fraldinha moída (peça para o açougueiro moer 2 ou 3 vezes)
1 cebola média bem picadinha (tem que ser bem picadinha mesmo para não sobressair à carne)
1 dente de alho amassado e bem picado
Noz moscada
Sal
Pimenta do reino

Em uma tigela, misture todos os ingredientes. A noz moscada, sal e pimenta são “a gosto”. Atenção: a noz moscada dá ‘o toque’ na carne - utilizei aproximadamente 1/2 colher de sopa ralada na hora. Após misturar bem os ingredientes, faça bolas com a carne - como almôndegas grandes. Sobre uma tábua, achate as bolas e modele-as para ficarem em formato de hambúrguer. Imprescindível: leve os hambúrgueres à geladeira para descansarem por, no mínimo, 1 hora. Assim, a carne ficará mais firme e incorporada. Depois do descanso na geladeira, estão prontos para fritar! Frite-os em fogo alto, em frigideira já bem aquecida, regada apenas com um fio de óleo.

~.~
 
Beijos e uma boa semana à todos!
 
Paula

 

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Finger food para um querido amigo de longa data

>> domingo, 7 de outubro de 2012

Esta maravilhosa relação chamada amizade é indescritível para mim. Os anos passam e, de repente, percebo que algumas pessoas permaneceram em minha vida de uma forma muito especial e querida. Tornaram-se amigas.

Meus amigos são muito diferentes uns dos outros em termos de gostos e personalidade, mas todos têm um comportamento em comum: sempre (sempre mesmo) que preciso deles para trocar ideias, desabafar, ou simplesmente descansar a alma; lá estão eles prontos a me ouvir.

Em uma ocasião, passei por um episódio de natureza familiar que me trouxe tanta tristeza e tanta irritação, que comecei a sentir-me fisicamente mau. Naquele exato momento de mau estar, telefonei para minha amada amiga Dina e conversamos longamente. Exploramos o tema a fundo até que, finalmente, ao desligar o telefone, aquela aflição tinha sumido completamente e, em seu lugar, os sentimentos de ânimo e força haviam se instalado.

É realmente muito bom e importante ter amigos: alguém com quem se possa falar sem reservas, rir, desabafar, chorar, brincar... Faça amigos! Cultive amizades! Você se surpreenderá com o bem que esta relação pode fazer!

Aos meus amigos procuro sempre expressar minha gratidão por fazerem parte da minha vida e estarem por perto seja para compartilhar as vitórias, quanto os insucessos.

Inspirada neste sentimento tão bom e construtivo proporcionado por um verdadeiro amigo, preparei esta pequena recepção para celebrar uma amizade de 20 anos!

Conheci este amigo ainda adolescente. Foi através dele que me inseri em um mundo cultural rico, bonito e sério. Como ele fazia parte do circuito ‘alternativo’ de arte, era com ele que frequentava museus, mostras de cinema, mostras de fotografia, festivais de vídeo, concertos... e todos os melhores eventos que aconteciam na cidade de São Paulo. Ele sempre estava ao par do melhor.

Ahhh... Sem contar com os inúmeros momentos divertidíssimos que compartilhamos juntos nesta jornada de 20 anos. Às vezes pego-me rindo sozinha, lembrando de alguns destes momentos.

A alegria em revê-lo, resultou nesta mesa de ‘finger food’, que preparei aqui em casa.



Este petisco se faz assim: 1 rodela grossa de beringela, 1 rodela grossa de abobrinha, almondega pequena. Em uma pangela refoga a beringela com um fio de azeite e um fio de shoyu. Depois repete o mesmo processo para a abobrinha. Reserve. Frite as almondegas - se forem compradas prontas, o ideal é reparti-las para não ficar muito grande. Depois basta montar o petisco. A base é a rodela de beringela, depois abobrinha, depois a almondega. Espete com um palito de dente para firmar. Enfeitei o topo com tomate cererja cortado ao meio.
A massa de mini pizza foi adquirida pronta, em supermercado. Como base utilizei molho de tomate caseiro, ralei queijo parmesão sobre o molho e enfeitei com rodela de azeitona preta, sem caroço.
Nas taças dispus uma salada com base de alface americana, cenoura ralada, batata palha. Cobri com broto de alfafa e enfeitei com uma azeitona verde. Nas panelinhas estava o tempero: azeite, sal, vinagre balsâmico e óregano.
 
Na tigelinha de acrílico amarela, preparei palitinhos com tomate cereja e bolinha de muçarela de bufala. No centro enfeitei com um ramo de manjericão.  Nas colherinhas de desgutação preparei um antepasto à base de pimentão vermelho e amarelo assados com azeite, azeitona preta e queijo prato em cubinho. Após dispostos na colherinha, polvilhei com óregano.
Nos potinhos redondos coloquei um creme de chocolate branco com frutas vermelhas, desta receita aqui.
 
Como o dia estava quente, deixei os sucos dentro da geladeira para mantê-los refrigerados e frescos. De última hora bolei esse "show room" de sucos. Em uma mesinha auxiliar ao lado do sofá, dispus copos coloridos com os sucos que haviam na geladeira, nos sabores de: uva, umbu, laranja e limão. Enfeitei-os para torná-los atraentes. Bastava ele escolher.
show room de sucos
 
 
E o resto da tarde foi de memórias, conversa, descobertas e inserção no mundo cultural.
 
 
Beijos a todos e uma linda semana!
Paula


 

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